domingo, 27 de julho de 2014

MUDANÇA DE FOCO

            O fim da Copa 2014, agravado pelo fracasso de nossa Seleção, provocou imediato e natural desânimo no povo brasileiro, sobretudo naquela enorme fatia que acorda, almoça, janta e dorme curtindo futebol.
            Esse estado de espírito vem se desfazendo, à medida que as atenções são desviadas para fatos supervenientes, sejam eles bons ou ruins.
            A queda do Boeing 777 da Malaysia Airlines, matando quase 300 pessoas, é um exemplo. Também servem de amostras as mortes João Ubaldo Brasileiro (18/07) e Ariano Suassuna (23/07), dois conhecidos e aclamados escritores nacionais.
            A própria CBF tentou sepultar o passado, demitindo Felipão, Parreira e quase todo o restante da Comissão Técnica responsável pelo veHEXAme. Falando em renovar, ressuscitou Dunga como novo técnico da Seleção, algo tipo confiar a Sarney a modernização da política brasileira.
            Em termos nacionais, entretanto, embora muito abaixo do esperado, a política é o fator que mais tem contribuído para mudar o foco das atenções.
            Apesar da apatia e desinteresse com que o brasileiro está encarando o assunto, repetidas pesquisas eleitorais têm conseguido provocar alguma expectativa em torno do próximo pleito. Além disso, os candidatos já abusam do “direito” de perturbar. Sem desconfiômetro, invadem os meios de comunicação, sobretudo a internet, para insistir numa conversa mole que acaba ocupando a mente popular. Isso também concorre para diluir as lembranças do Mundial.
            O valadarense, por sua vez, não pode reclamar. Sobram-lhe motivos para levantar-se, sacudir a poeira e dar a volta por cima.
            Assim que terminou a Copa, recebeu a notícia de que teve início a duplicação da BR-381, a conhecida Rodovia da Morte, obra pela qual Valadares e o país aguardam ansiosamente, há vários anos.
Ainda que, de início, apenas melhorias de pista estejam previstas para o trecho entre Valadares e Belo Oriente, há esperança de que também esse pedaço seja duplicado, baseada em promessa da presidente Dilma Rousseff. Só o tempo dirá se a jura será cumprida.
            Simultaneamente, anunciou-se que o novo trem de passageiros da Vale começará a circular, a partir do próximo dia 05.
Mais luxuosa, confortável e segura, a composição fará a ligação de Belo Horizonte(MG) a Vitória(ES), num percurso superior a 600 km, com duração de 13 horas.
Ao todo, foram adquiridos 56 novos carros, todos equipados com ar condicionado. Os de classe econômica comportam 75 passageiros, enquanto os de classe executiva oferecem 57 lugares. Entre outros melhoramentos, as poltronas foram automatizadas para realizar reclinação e ganharam apoio para os pés.
            Consta que na renovação dos vagões, fabricados na Romênia, a Vale investiu cerca de US$ 80 milhões.
            Em compensação, conforme disse o maquinista Adelermínio Rodrigues, responsável por conduzir o novo comboio, “Antes era como se eu pilotasse um Fusca, agora estou com uma Ferrari”.
            Melhor ainda seria a Vale acatar a sugestão que lhe foi encaminhada por políticos locais, no sentido de que seja instalada uma linha noturna para o transporte de passageiros, no mesmo trecho.
            Aí, mesmo que o Brasil permaneça jogando mal, até a Branca de Neve se resignaria com a volta de Dunga.
 
- Jornal de Domingo
- Diário do Rio Doce

sábado, 19 de julho de 2014

DAS ARENAS PARA AS URNAS

            Na disputa com outros temas, a Copa 2014 segue liderando a ordem do dia. Parece que dificilmente perderá espaço nos meios de comunicação e nas rodas sociais, pelo menos por um bom tempo.
            O fenômeno é compreensível, em se tratando de uma megarrealização que mexeu com os nervos mundiais e, em especial, abalou não só o emocional, mas as finanças brasileiras.
            O governo, como era de se esperar, permanece alardeando o sucesso do evento, dele tirando o possível proveito. Os adversários, por sua vez, procuram faturar em cima das promessas não cumpridas, aproveitando para criticar os bilionários gastos com investimentos que só o tempo dirá se foram ou não supérfluos.
            Resta saber se a polêmica chegará aos palanques eleitorais, e até que ponto poderá interferir no resultado do próximo pleito.
            As opiniões estão divididas, mas predomina o entendimento de que a derrota da Seleção brasileira nada tem a ver com as eleições; uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.
            Para o professor de Ciência Política da FGV-SP, Cláudio Couto, “o que podia cair no colo do governo é a organização da Copa, mas nesse sentido tudo ocorreu dentro do razoável”.
            O consultor João Augusto Neves, da consultoria de risco político do Eurasia Group, em Washington, também acha que "qualquer impacto da derrota terá um efeito marginal sobre as eleições daqui a quase três meses". Segundo ele, há fatores mais importantes em jogo nesse pleito do que a Copa, e o principal deles é o custo crescente de uma desaceleração da economia.
Acredita-se que essa corrente esteja apoiada em precedentes que mostram pouca ligação entre os resultados de futebol e eleições nacionais.
            No pleito de 1998, FHC reelegeu-se no primeiro turno, logo após o Brasil ser derrotado pela França, na final da Copa daquele ano.
            A conquista do Penta, em 2002, não evitou que José Serra, candidato do governo, perdesse para Lula, poucos meses depois.
            O Brasil foi derrotado nas Copas de 2006 e 2010, anos em que o governo saiu vitorioso nas urnas, com Lula e Dilma Rousseff.
            A questão é que, em todas aquelas ocasiões, os resultados de nossa Seleção foram obtidos longe do país, em níveis até certo ponto aceitáveis, quando não merecedores de calorosos aplausos.
            Este ano, frustrando todas as expectativas, um fracasso aconteceu em casa, sob os olhos atônitos de milhões de brasileiros e estrangeiros que ainda hoje não acreditam no que viram.
            E não foi um resultado qualquer. Foram duas derrotas consecutivas, uma de 7 a 1 para a Alemanha, na semifinal, outra de 3 a 0 para a Holanda, na final, “fechando a tampa do caixão”. O maior vexame do futebol brasileiro.
            Por mais entendidos que sejam, os analistas não devem se basear em reações passadas, para presumir o comportamento do brasileiro nas próximas eleições. Os contextos são bastante diferentes.
            Até porque ficou difícil não associar o pífio desempenho dos atletas, treinadores e dirigentes de nossa Seleção com a forma de agir dos políticos e governantes do país. O pensamento dominante é que se faz necessária uma “limpa geral”. E não é pra menos!
 
- Jornal de Domingo

domingo, 13 de julho de 2014

DUELO DE PAPAS

            A Copa 2014 termina hoje, após 32 dias de intensa festa, quando o Brasil centralizou as atenções mundiais.
As reações que antecederam a abertura do evento faziam crer que ele não vingaria. Na melhor das hipóteses, seria bastante tumultuado por manifestações e movimentos que lhe eram contrários. Muitos apostavam no seu fracasso, tamanhas eram as críticas e ameaças vindas das mais diversas correntes.  Foi preciso muita coragem e determinação, para que não morresse no nascedouro.
Chegada a hora de a bola rolar, tudo se encaixou. Os adversários recolheram suas armas, enfiaram a viola no saco, e o clima de Copa se instalou.
Como previsto, chegaram ao país 32 seleções, inclusive as oito que já foram campeãs mundiais. Com elas vieram 736 jogadores, mais técnicos, dirigentes, médicos, fisioterapeutas, massagistas, roupeiros, cartolas e outros agregados que normalmente engordam as comitivas participantes, afora familiares.
            A estimativa oficial falava em 600 mil turistas estrangeiros e 3,1milhões de turistas brasileiros curtindo o evento. Gente que durante todo o tempo lotou estádios, ruas, hotéis, restaurantes e bares, para assistir aos jogos. Uma temporada fervilhante, repleta de emoções, quando o Brasil pôde mostrar seus dotes naturais a visitantes que também se encantaram com a hospitalidade e o carinho de que foram alvo.
            Para tristeza dos milhões de brasileiros e estrangeiros, hoje tudo termina; a cortina se fecha.
            Logo mais, num Maracanã certamente lotado, Alemanha e Argentina jogarão a última partida. O vencedor será o campeão do torneio.
            Não é o fechamento que o brasileiro esperava.
            Entre nós, o desejo era que a Seleção Canarinho fosse uma das protagonistas da grande final. Além de um prêmio ao esforço e aos sacrifícios feitos para que a Copa se tornasse realidade, seria a sonhada oportunidade de sepultar a tristeza pela perda do Mundial de 1950, no mesmo palco onde ocorreu a tragédia.
            Além de impedir que isso acontecesse, o destino “pegou pesado” com nosso time, expondo-o a humilhante resultado, na Semifinal, quando o selecionado alemão lhe aplicou a impiedosa goleada de 7 a 1.
            Restou-nos a oportunidade de disputar com a Holanda um melancólico terceiro lugar, em partida realizada ontem, antes de este texto ser produzido. Pouco importa se ganhamos ou perdemos. O ambicionado HEXA já havia se convertido em vergonhoso “vHEXAme”.
            Mas a Copa ainda “rola”, no seu momento culminante.
            A partida de logo mais, entre Argentina e Alemanha, tem tudo pra ser antológica.
            Será a terceira vez que as duas seleções se encontram numa final de Copa do Mundo. Uma batalha de gigantes que se torna a mais repetida em decisões de Mundiais. Nas duas primeiras edições, houve uma vitória para cada time.
            Consta que, além do interesse universal, a partida de hoje está provocando verdadeiro “barraco” nos bastidores do Vaticano. É que, enquanto Los hermanos têm as bênçãos e a torcida do conterrâneo Papa Francisco, a Alemanha não fica atrás, em termos de preferência pontifícia: o Papa Emérito Bento XVI, puro sangue germânico, está on-line com o Céu, “costurando” em favor de seu time.
            Nessa guerra papal, um brigando pela Argentina, outro pela Alemanha, é bem provável que Deus fique neutro e volte a ser brasileiro, ainda que tarde demais!
 
- Jornal de Domingo
- Diário do rio Doce

 

 

 

 

sábado, 5 de julho de 2014

A COPA MAIOR

            Nas 20 edições da Copa do Mundo, apenas cinco países tiveram a oportunidade de sediá-la por duas vezes: Itália (1934 e 1990), França (1938 e 1998), México (1970 e 1986), Alemanha (1974 e 2006) e Brasil (1950 e 2014).
            A reprise mais esperada foi a nossa; demorou 64 anos.
            Esse longo tempo mostra o quanto são privilegiados os brasileiros que acompanharam o primeiro e estão podendo testemunhar o segundo evento.
            No distante 1950, os torcedores que não tinham condições de frequentar os estádios se contentavam com “ver o jogo” através do rádio. Locutores como Ary Barroso, Luiz Mendes, Antônio Cordeiro, Jorge Curi e outros ícones da época conseguiam descrever e transmitir as emoções das partidas, com a mais absoluta fidelidade.  E a galera vibrava, intensamente.
Desde então, bastante coisa mudou, e como mudou!
Há muito consolidadas e sempre aperfeiçoadas, as transmissões por TV passaram a permitir que as Copas fossem vistas, ao vivo e a cores, de qualquer parte do planeta. Além disso, sob melhores condições de transporte, ficou fácil viajar para assistir aos jogos, onde quer que estejam sediados.
A cada realização do evento, surgem inovações e modernidades de todo tipo, tanto em termos de som e imagem, quanto no tocante a conforto, segurança e mobilidade.
Para a Copa 2014, o Brasil teve que reformar os velhos e construir novos estádios, observado o padrão Fifa. Hoje temos 12 arenas do mais alto nível, em condições de receber, além do futebol e outros esportes, quaisquer tipos de eventos.
Também foram feitas importantes melhorias no setor hoteleiro, nos meios de transporte, comunicação, segurança e mais coisas que ainda poderão emergir do balanço final.
Se algumas promessas deixaram de ser cumpridas, a principal foi honrada: a Copa brasileira é real e é sucesso.
Desde o seu início, o Brasil transformou-se numa megafeira internacional, onde pessoas de diferentes cores, raças, credos e nacionalidades se confraternizam, de forma alegre e civilizada, em torno do maior acontecimento futebolístico mundial. Tudo emoldurado por imensas belezas naturais e um clima acolhedor que deixam encantados os visitantes.
A competição caminha para um “grand finale” de arrepiar, marcado para o próximo domingo. Com certeza, haverá choro e ranger de dentes.
Se até agora as emoções levaram muita gente para o divã, convém que as últimas partidas sejam assistidas na companhia de um cardiologista competente e sem problemas cardíacos. Por precaução, também seria bom aumentar o seguro de vida.
Na falta de uma bola de cristal, é impossível saber quem será o Campeão. O jeito é torcer e rezar para que sua Seleção não decepcione.
Uma coisa é certa: o “Troféu da Fifa” será de quem ganhar o jogo. O “Troféu da Copa”, entretanto, símbolo da simpatia, da hospitalidade e da alegria de um povo que faz a diferença, esse já tem dono: é do brasileiro, sem discussão.
 
- Jornal de Domingo

 

 

 

domingo, 29 de junho de 2014

QUEM GANHOU?

            A primeira fase da Copa 2014 terminou com surpresas e decepções maiores do que as típicas desse tipo de competição.
            Pra começar, a boa organização do evento tem superado as expectativas, fato nacional e internacionalmente reconhecido, para tristeza dos que apostavam no insucesso.
            Em termos de resultados, as precoces eliminações de Espanha, Inglaterra, Itália, Portugal e Rússia, seleções “de ponta”, causaram enorme decepção. Mostraram que a competição já não reflete o prestígio, as qualidades e as condições técnicas de seus inúmeros participantes. Longe disso, está mais para um torneio marcado por muitas zebras e casualidades, um “salve-se quem puder” onde nem sempre ganha o melhor, sim o que tem mais sorte.
            Não é o caso dessas quatro seleções, todas de alto nível e capazes de aplicar goleadas. Mas as retrospectivas mostram que, entre elas, não são comuns placares dilatados como Espanha 1 x Holanda 5, Portugal 0 x Alemanha 4. Da mesma forma, Inglaterra, Itália e Rússia não costumam atuar de modo medíocre como o fizeram nesta Copa. Achar isso normal é o mesmo que considerar habitual a “pole position” conquistada por Felipe Massa no GP da Áustria, no último domingo (22).
            A verdade é que eliminações são bem aceitas apenas quando envolvem cálculos renais, unhas encravadas, tumores malignos e outros males incuráveis. Em futebol, sobretudo em copas do mundo, é sempre ruim fazer as malas e sair antes do final, com o rabo entre as pernas.
            Metade das seleções já se foi. Restam 16, das quais, ao final, somente uma receberá as faixas e o troféu de campeã.
            Depois de emocionante primeira etapa, a competição sofreu rápida interrupção, na última sexta-feira (27). Tamanho é o envolvimento popular, que aquele dia sem futebol foi como um domingo sem missa. Um dia em que os torcedores permaneceram concentrados, tensos e preocupados com o futuro de seus times.  Tempo de muitas orações, promessas, amarrações, mandingas e algo mais que pudesse reforçar o “onze” de cada país. Entendidos do assunto sabem que daqui pra frente é mata-mata; perdeu, bye-bye!
            O brasileiro estava no meio e, com razão, era dos mais estressados. De olho na TV, assistia a todos os noticiários, esperançoso de ouvir uma palavra de conforto, de preferência a garantia de vitória no jogo com o Chile. Não precisava vir de Felipão, Parreira, Fred ou Neymar. Até Datena e Galvão Bueno mereciam crédito.
            As Oitavas de Final começaram ontem, com dois grandes jogos: Brasil x Chile e Colômbia x Uruguai.
            Escrevendo com antecedência, não dá para comentar desempenhos, muito menos adivinhar resultados.
            Independentemente do que aconteceu, é certo que, ao entrar em campo, nossa Seleção recebeu integral apoio da torcida e, diante do que apresentou nas três primeiras partidas, tinha crédito e inspirava confiança. Por sua vez, o Chile, que nessa Copa se mostrou forte adversário, também reunia condições de vencer. Há motivos para acreditar que tenha sido um jogo difícil, empolgante e bem disputado, vencido por quem fez mais gols.
            “Consummatum est”, não adianta conjeturar. Melhor ir pra rua e aderir às comemorações; ali estarão os vitoriosos.
            Mas os vencidos não devem se desesperar, nem envergonhar-se. Quando a Copa terminar, serão 31 perdedores e um só ganhador. Bom consolo!

- Jornal de Domingo
- Diário do Rio Doce

domingo, 22 de junho de 2014

AMANHÃ TEM MAIS ...

            Além de data e local, há outra marcante coincidência entre a performance da Seleção brasileira, no primeiro jogo da Copa 2014, e a festa inaugural do torneio: ambas deixaram muito a desejar.
            A cerimônia de abertura, totalmente desprovida de emoção, entusiasmo e motivação, mais parecia festa do Partido Verde, coproduzida por Marina Silva e Fernando Gabeira.  Mal planejada, como se fosse um improviso, pouquíssimos participantes, coreografias confusas, fantasias sem graça, e uma música que não exaltou as características do país. Enfim, uma mistura de nada com coisa alguma. A participação de Claudia Leite, Jeniffer Lopes e Pitbull minimizou, mas não conseguiu evitar o fiasco.
O Brasil possui inúmeros profissionais competentes e famosos, aptos a produzir o melhor Carnaval do mundo, a Festa de Parintins e tantos outros megaespetáculos internacionalmente consagrados. Foram preteridos em favor uma coreógrafa estrangeira, a belga Daphné Cornez, pouco ou nada familiarizada com nossa cultura. O resultado não poderia ter sido outro: na falta do que aplaudir, a plateia utilizou todo seu vigor para vaiar e insultar a Presidente Dilma;  raro caso em que a corda arrebentou no lado mais forte.
A festa já passou, e não há como refazê-la. Agora é esperar que a cerimônia de encerramento consiga apagar a péssima impressão remanescente.
Também no futebol houve frustração.
Brasil x Croácia foi um jogo difícil. A equipe brasileira, com todos os seus titulares em campo, não apresentou o rendimento esperado. Mesmo com as excelentes atuações de Neymar e Oscar, faltou entrosamento e ficou bem claro o quanto o time depende do Camisa 10.  Ganhou da Croácia por 3 x 1, mas não fez boa partida.
No segundo jogo, desfalcada do atacante Hulk, a Seleção empatou em 0 x 0 com o México.  Atacou bastante, mas esbarrou na eficiência do goleiro mexicano, que pegou tudo. Mas a falta de conjunto ainda se fez notar, bem como a apatia do atacante Fred, que até agora nada fez, exceto cavar aquele discutível pênalti contra a Croácia.
Amanhã, teremos novas emoções: o terceiro jogo será contra o já desclassificado Camarões.
A chegada às Oitavas parece certa, ainda que a trancos e barrancos.
           Mas todos sabem que, a partir daí, o buraco ficará cada vez mais embaixo. 
           No avançar da tabela, decepções se sucedem e surpresas de repetem. Muitos favoritos já tombaram, abatidos por concorrentes antes desacreditados.
            O Brasil joga em casa, ao lado de sua torcida, e ainda está bem na bolsa de apostas.
            Mas é bom Felipão manter os olhos cada vez mais abertos, arregalados mesmo, pra não levar bola nas  costas.
            Lembrando que time dependente de Hulk corre o risco de acabar no “Caldeirão".
 
- Jornal de Domingo
 

 

 

 

 

domingo, 15 de junho de 2014

A COPA EM DETALHES

            Em época de Copa do Mundo, não há como preocupar com outra coisa que não seja futebol.
            A esta altura, ninguém quer saber se a refinaria de Pasadena virou alambique, se o “volta Lula” emplacou, se o presídio da Papuda foi transformado em resort, se a inflação está subindo ou se o prestígio da Dilma está baixando. O foco é a Seleção; dane-se o resto.
            Mas nem só de bola rolando é feita a Copa do Mundo. Há outros ingredientes fascinantes que também concorrem para fazer dela o evento esportivo de maior prestígio no mundo.
            Por mais que se igualem em termos de organização e realização, cada Copa tem suas particularidades, a começar pelo logotipo e pelos símbolos com as características do país-anfitrião.
            Nesta segunda edição disputada no Brasil, o logo recebeu o nome de "Inspiração". Passa a ideia de três mãos interligadas levantando o Troféu da Copa, enquanto representam a unidade das nações participantes.
A bola oficial, denominada Brazuca, tem as cores (verde, azul e laranja) e o design dos seis painéis inspirados nas fitas da sorte do Senhor do Bonfim.
Vencendo a Arara, o Saci Pererê e a Onça Pintada, o Tatu-bola tornou-se mascote do torneio. Batizado como Fuleco (junção de futebol com ecologia), seu visual é de um animal de pelagem amarela, com a carapaça em azul, vestindo calção verde e camiseta branca, com a inscrição “Brasil 2014”.
Principal peça promocional do torneio, o pôster oficial mostra duas pernas de jogadores disputando a bola, num ângulo que revela o contorno do mapa do Brasil. No destaque, a inscrição “2014 Copa do Mundo da Fifa Brasil”.
Afora esses detalhes, a Copa 2014 reúne interessantes curiosidades mostradas com a divulgação dos nomes de esportistas, treinadores e árbitros que dela participam:
- As 32 seleções inscritas incluem 736 atletas.
- Entre o mais velho e o mais jovem, há uma diferença de 24 anos.
- Na seleção da Colômbia estão o goleiro Faryd Mondragón (42) e o zagueiro Mario Yepes (39), os dois jogadores mais velhos do torneio. O camaronês Fabrice Olinga (18) é o mais jovem, seguido do inglês Luke Shaw e do americano Julian Green, ambos com 19 anos.
- Os treinadores mais velhos são o italiano Fabio Capello (68), da seleção russa, e Oscar Tabarez (67), técnico do Uruguai. Os mais jovens são o Niko Kovac, da Croácia, e o francês Sabri Lamouchi, da Costa do Marfim, os dois com 42 anos.
- A maior média de idade, 29 anos, é da seleção Argentina. A menor é de Gana, 25 anos.  A brasileira tem média de 28 anos.
- Dos jogadores que participaram da última Copa, 209 também disputam a atual.
- Setenta jogadores, árbitros ou técnicos do Mundial estarão aniversariando durante o evento, inclusive Lionel Messi, que completará 27 anos em 24 de junho.
- Vinte campeões mundiais têm chance de ser bicampeões; nenhum deles é brasileiro.
- A seleção russa é a única formada inteiramente por jogadores que atuam no próprio país. Na nossa equipe, só quatro estão nessa condição.
A lista de curiosidades tende a crescer, pois a Copa está apenas no começo. Tomara que o retorno ao assunto seja para incluir o esquadrão canarinho como o exclusivo detentor do título de hexacampeão mundial.

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